Enfim só.
Enfim feliz?
Lágrimas, então
Permitem-me entender
Que ao agir certo, sem saber
O tempo errou, nos enganou
E de todo o amor o que restou?
E como vivo? Do teu seio afastado
Derramando meu lamento
Nos labirintos do tempo
Das ilusões vivídas
Apenas uma vaga lembrança
Que no último suspiro de esperança
Lembra o choro de uma criança;
E tu agora estranha pessoa,
Ao olhar-me em desprezo magoa
E pela eternidade ecoa
O desgosto que cessa meu viver
Perdoe-me por tal fraqueza
Que apesar de mergulhado em riqueza
O que me restou foi sofrer.
Mas em voraz silêncio,
Me revela seu engano
Jugando que fácil seria
Esquecer-me e no entanto
Cruéis lágrimas te consomem
Ao lembrar de um simples homem
Que apaixonado viveu em pranto.
Com o tardar desse momento,
O encanto perdeu-se no vento
Desdito seu erro em abraçar outros laços
Que restou ao desgosto carregar-me nos braços.
Nesses versos deixo o relato,
Do ápice de minha tristeza,
Que um dia destruiu minha vulnerável fortaleza.
Do tudo ao nada, adeus que parto agora
Pois já tarda minha hora
Em momento lamentoso
Condiz-se teu coração orgulhoso
Vou-me, apontando os erros seus
Deixando só o que merece,
Adeus, Adeus, Adeus.
By: Alex Andrade
Nenhum comentário:
Postar um comentário