quarta-feira

No fim do mundo um senhor

Perdido me sinto, num mar infindável de árvores.
Sem sentimentos e frias, elas me acompanham.
Nas manhãs, no entardecer belo e vazio e na noite cruel,
Os dias não passam e na escuridão do dia vejo o céu.
Onde as aves são felizes, livres, onde elas podem voar
E com liberdade escolher o destino que querem traçar.

Não há um guia, nesse labirinto sem fim.
Vagas e geladas, as paredes são minha companhia,
O sangue é a minha água, e o fel minha comida.
A vida é vã, não vejo borboletas ou vaga lumes.
Animais selvagens, que deveriam melhorar as paisagens...
Pioram mais ainda tudo, por seu orgulho e vaidade.

Meu coração aguenta, superando seus limites.
O pensamento é a única saída, tudo é vago, vazio, oco, triste
O sorriso é amarelado e a tristeza não é quer ir embora.
As estrelas numerosas são minhas lágrimas
Que encheram esse mar, de onde não há barco para fugir
Esses versos são sinceros, escrevo-lhes com amargo pesar,
Mas não desistirei de achar a saída, espero viver para encontrar.

By: Alex Andrade


Comentários: A maior parte foi escrita através de metáforas. Foi inspirado na vida de um simples rapaz que acabou se perdendo num lugar onde tudo parou de dar certo, é resumindo, uma forma de tentar explicar o que é visível a "olho nu". Foi escrito na primeira pessoa para óbviamente ficar mais interessante de se ler e de se escrever também. Espero que gostem.

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